A operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizada na terça-feira (8) divulgada pelo Diário de Goiás, teve entre os presos o servidor concursado da Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia Conrado Victor Portugal da Silva, que foi candidato a vereador nas eleições de 2024 (confira adiante os demais presos). Ele é um dos seis investigados que foram presos na operação Mercancia Torpe, realizada pela PCGO, por suspeita de participação em um esquema criminoso de venda de vagas no Sistema Único de Saúde (SUS). A inteligência da Secretaria de Estadual de Saúde foi quem identificou as irregularidades no sistema de regulação. Conrado se destaca por ser aliado político com trânsito e proximidade junto a autoridades da cidade, tais como o deputado federal Professor Alcides e o ex-prefeito Vilmar Mariano, ambos atualmente no PSDB. Nenhum dos dois foi alvo ou citado na investigação policial. Procurados pelo DG nesta quarta, ambos informaram através da assessoria de Imprensa que não comentariam a prisão do ex-candidato a vereador. Em Aparecida, a informação é de que, na eleição de 2024, Conrado teria disputado com o apoio desses dois aliados e trabalhado em campanhas eleitorais de alguns deles. A informação não foi confirmada, nem negada. Em suas redes sociais, o servidor postava fotos com várias autoridades, incluindo vereadores de Aparecida. As investigações da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), apontaram que os envolvidos no esquema cobravam valores que iam de R$ 1.200 até R$ 5 mil para a fraude na regulação do SUS. Eles agiam para inserir fraudulentamente pacientes em filas de cirurgias, exames e consultas especializadas, ou para alterar a prioridade de quem já aguardava atendimento nos sistemas Sistema de Registro de Servidores (SERVIR) e Sistema Nacional de Regulação (SISREG). A notícia teve repercussão nacional. Quem é Conrado Portugal Segundo a atual Secretaria de Saúde de Aparecida, Conrado Portugal ingressou na Prefeitura de Aparecida de Goiânia em 2008 como agente de endemias após passar em concurso público. Durante a gestão de Vilmar Mariano, entre 2022 e 2024 – ano em que se candidatou -, ele foi lotado na Central de Regulação de Vagas. A Regulação é o setor estratégico onde as fraudes ocorriam segundo a PCGO, em diversos municípios. A SMS divulgou nota esclarecendo que, “na atual gestão, o servidor concursado não trabalhou na Regulação de Vagas”. Também informou que a pasta está colaborando com a investigação da Polícia Civil e que vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar que pode culminar em demissão do serviço público se ficar provado o envolvimento de Conrado. Servidora negociava por áudios e pedia dinheiro vivo Além do servidor de Aparecida, segundo divulgou a Tv Anhanguera, a Justiça determinou a prisão também de Carla Sandra Baracho da Silva, assistente administrativo na Secretaria de Saúde de Cromínia, além de Vanilson Pereira dos Santos Filho, Maria Dilma da Cruz, Anderson Vaz de Souza e Josilane Luzia da Silva – cujos cargos, órgãos de saúde e municípios não foram informados. Cinco deles foram afastados por determinação judicial. Carla, segundo áudios exibidos pela emissora, negociava por mensagens os valores que cobraria. “Faz por R$ 2,500, aí eu ganho R$ 500, você ganha R$ 2,00. Quando for o que tiver mais dinheiro, você pode ter certeza que eu falo [para você]”, diz a voz de uma mulher que seria Carla para alguém que, supostamente, ajudaria a furar a fila, beneficiando quem pagou. Em outra conversa, a voz que seria da servidora conta que prefere receber a propina em dinheiro, para não deixar rastros. “Eu vou pegar em mãos. Tá achando que eu sou boba? Sou boba não. Não sou otária, não. Vou pedir pra ele deixar em mãos lá pra mim, em mãos, em mãos, em mãos. Isso é prova… Tá achando que eu sou besta?”, consta no áudio obtido pela Polícia. A operação apurando fraude na regulação para o SUS envolve 24 suspeitos em dez municípios. Ao todo, além dos seis mandados de prisão temporária, a PCGO cumpriu 52 mandados judiciais, sendo também 17 de busca e apreensão, 05 afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Mairipotaba. Outro lado A reportagem não conseguiu localizar as defesas de Conrado Portugal, de Carla e dos demais presos. O espaço está aberto para eles se manifestarem a respeito dos fatos. À Tv Anhanguera, o advogado de Conrado informou que ele não possui qualquer envolvimento com a suposta fraude na venda de vagas no SUS e que vai entrar com pedido de revogação da prisão. Já a Prefeitura de Cromínia, informou que o departamento jurídico está analisando a prisão de Carla para adotar as providências legais necessárias. As Prefeituras de Goiânia, Senador Canedo, Catalão, Cristianópolis, São Luís do Norte e Corumbá de Goiás informaram que não foram alvos da operação, segundo a emissora. O post SMS de Aparecida informa que servidor preso por fraudar SUS foi para a Regulação na gestão passada foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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