O caso da prisão do vereador Fabrício Rosa (PT), nesta sexta-feira (17), durante manifestação do Movimento Sem Terra (MST), em Santa Helena de Goiás, repercutiu na internet. Enquanto apoiadores do parlamentar goianiense repudiam a ação, integrantes da corporação e simpatizantes defendem a atuação da Polícia Militar de Goiás (PM-GO). O dono de um frigorífico em Goiás chegou a oferecer um ano de picanha grátis aos policiais. O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, Coronel Cardoso, apontou as falas ditas pelo vereador no momento da prisão e se solidarizou com os militares responsáveis pela ação. Segundo o coronel, Fabrício Rosa participava de um ato que impedia o direito das pessoas de ir e vir, em obstrução da via pública. Ele frisa, ainda, que o vereador tem imunidade parlamentar para expressar suas opiniões na cidade de Goiânia, onde exerce mandato. Sobre a menção de assassinato a jovens e pessoas negras, afirmou se tratar de uma acusação muito grave, que necessita de prova. “Que você indique para as autoridades quem são os autores para que essas pessoas que cometeram realmente isso possam ser investigadas e indiciadas”, enfatizou. “Parabéns a esses policiais militares que agiram com muita técnica e sabedoria, conduzindo ele para a delegacia, onde foi autuado por crime contra a honra e desobediência. A Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás presta toda a solidariedade e apoio a esses militares e nos colocamos sempre à disposição daquilo que é correto”, concluiu o presidente da instituição. 1 ano de picanha grátis Nas redes sociais, também circula um vídeo em que o dono de um frigorífico em Goiás anuncia que irá conceder um ano de picanha gratuita aos policiais militares que atuaram na ocorrência que resultou na prisão de Fabrício Rosa. “Equipe da Polícia Militar de Santa Helena, o Frigorífico Goiás tem orgulho de patrocinar vocês com um ano de picanha por esse feito”, disse, ao criticar o vereador e enaltecer o trabalho dos policiais. Marcas de agressão Solto após prestar depoimento à polícia nesta sexta-feira (17), Fabrício Rosa divulgou nas redes sociais uma foto com hematomas nas costas. Segundo o parlamentar, trata-se de marcas de agressão durante a ação. De acordo com a assessoria do vereador, ele e Leandro de Almeida Costa, da coordenação nacional do MST – que também foi preso, se deslocaram para Rio Verde, após serem soltos, para exame de corpo de delito. Entenda Rosa foi detido sob a acusação de desacato. Ele filmou o momento da prisão. Na ocasião, o vereador participava de um ato do Movimento Sem-Terra na região, que bloqueou um trecho da GO-210, em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás. O ato denunciava dívidas fiscais de uma usina. No vídeo, o vereador diz que “a Polícia Militar que assassina jovens todos os dias, que mata jovens pretos todos os dias, que comete ilegalidades todos os dias, e agora que não quer permitir um parlamentar…”, no momento em que recebe voz de prisão. A assessoria do vereador afirmou que Fabrício Rosa foi “detido por expor abuso de autoridade”. Ainda segundo a equipe do parlamentar, ele foi derrubado no chão e houve tentativa de tomar o celular dele. Em nota, a Polícia Militar afirmou que o vereador “reiteradamente descumpriu ordens legais emanadas pela equipe policial, tentou romper o isolamento estabelecido e proferiu ofensas contra os policiais militares”. A PM disse ainda que houve “resistência ativa à prisão” e foi “necessário uso proporcional da força para contenção”. A corporação alegou ainda que atuou, a partir de protocolos de gerenciamento de crise, “com o devido isolamento da área e início de negociação para a liberação da via” que estava bloqueada pela manifestação. O post Coronel defende atuação da PM em prisão de vereador e frigorífico oferece picanha grátis aos militares foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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