Com o projeto “Da Escravidão à Liberdade: a história de justiça social da comunidade Kalunga revelada nos arquivos do TJGO”, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás conquistou o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário – Edição 2026, na categoria Patrimônio Cultural Arquivístico. A premiação foi entregue na sexta-feira (8), durante o VI Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (VI ENAM), em Belém (PA). A iniciativa transforma registros institucionais em instrumentos efetivos de cidadania e reflexão social. Por exemplo, ao resgatar, tratar, descrever e digitalizar o acervo permanente da Comarca de Cavalcante, na região da comunidade Kalunga, no Nordeste Goiano, a equipe da Unidade de Gestão Documental do TJGO revelou documentos históricos que evidenciam parte de um passado marcado pela escravidão, como inventários que registravam pessoas escravizadas como bens patrimoniais. O projeto é conduzido pela UGD e produzido pela Diretoria de Comunicação Social do TJGO. Ele evidencia o papel estratégico e social dos arquivos públicos. Além de armazenar processos antigos, a gestão de documentos atua no direito de acesso à informação. “Nesse sentido, a Lei nº 8.159/1991 estabelece que cabe ao Poder Público garantir a gestão documental e a proteção dos arquivos, reconhecendo-os como instrumentos essenciais de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e à preservação de provas e informações”, destaca a Corte. ao divulgar o feito As constatações documentais, observa ainda, contrastam com ações da instituição pela promoção da cidadania e da inclusão no sistema de justiça. Isso se dá “por meio da emissão de documentos, decretos, termos de parceria e outras iniciativas voltadas à garantia de direitos da comunidade Kalunga”. O projeto, portanto, assegura que a memória do povo Kalunga seja protegida da ação do tempo e que as informações ali contidas sejam democratizadas para toda a sociedade por meio de plataformas de acesso como o AToM. “Nossa atuação ao lado da gestão documental buscou assegurar que esses processos históricos deixassem as prateleiras para se tornarem instrumentos de cidadania. O prêmio reconhece a importância de olhar para o Acervo de Cavalcante com o respeito que a memória Kalunga exige”, pontuou a juíza auxiliar da Presidência, Lidia de Assis e Souza. Sensibilidade do TJGO Integrante da Comissão Permanente de Memória e Cultura do Poder Judiciário do Estado de Goiás, o desembargador Altamiro Garcia Filho recebeu o prêmio ao lado da arquivista Isabella Félix Lima. Ele ressalta que a premiação no Encontro Nacional de Memória “reforça a importância de olhar com honestidade para o passado, evitando a repetição de erros no futuro. A preservação desses documentos fortalece a memória coletiva, ajuda a compreender a trajetória da sociedade e impede que histórias importantes sejam apagadas pelo tempo ou pelo esquecimento.” O magistrado festejou o tema que o TJGO teve a sensibilidade de escolher e que foi o vencedor: “A história de justiça social da comunidade Kalunga”, afirmou no evento no TJPA. A responsável pela Unidade de Gestão Documental, Heloísa Esser, destacou que o projeto do TJGO transforma seu patrimônio documental em um espaço de reflexão permanente e ainda utiliza seu Acervo histórico para estimular o debate sobre os efeitos do passado e as ações do presente. “Preservar a memória documental é uma forma de converter o patrimônio do Judiciário em instrumento de justiça e consciência social”, pontuou ela. O post TJGO vence prêmio nacional com projeto sobre memória histórica da comunidade Kalunga foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
TJGO vence prêmio nacional com projeto sobre memória histórica da comunidade Kalunga
Com o projeto “Da Escravidão à Liberdade: a história de justiça social da comunidade Kalunga revelada nos arquivos do TJGO”, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás...
