Projeto foi reconhecido na etapa nacional da premiação como o melhor
entre os coordenados por mulheres
Desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG), o projeto Cell4Vision, terapia celular unindo células-tronco, bioimpressão 3D e nanobiomateriais para tratamento de doenças oftalmológicas, foi destacado como o melhor entre os projetos coordenados por mulheres na Etapa Nacional do Prêmio Finep de Inovação, concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência vinculada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI). O resultado da premiação foi anunciado em cerimônia em Brasília, esta semana, com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do presidente da Finep, Luiz Antônio Elias.
“Recebemos centenas de propostas disruptivas, capazes de mudar setores estratégicos da economia, gerar empregos qualificados, reduzir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Ao fomentar a inovação, certamente estamos melhorando o nosso processo de inserção na cadeia global, com mais intensidade tecnológica e valor agregado aos produtos”, comenta o presidente da Finep.
O Cell4Vision pesquisa e desenvolve tratamento regenerativo de doenças oftalmológicas de impacto em saúde pública, como enfermidades da córnea e da retina, a partir de uma plataforma biológica baseada em terapias avançadas. As pesquisas são realizadas pelo Laboratório de Toxicologia In Vitro (Tox In), localizado no Parque Tecnológico Samambaia, em parceria com o Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica (Farmatec) e o Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof) – todos são unidades da UFG. A coordenação do projeto é da professora da Faculdade de Farmácia da universidade e coordenadora do labaratório Tox In, Marize Valadares.
O projeto conquistou o apoio da Finep por meio do edital Mais Inovação Brasil – Saúde/Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), para ampliação da infraestrutura do laboratório e aquisição de equipamentos, como uma bioimpressora de alta capacidade para obtenção de tecidos biológicos artificiais – especialmente córneas.
O propósito da iniciativa é reduzir os custos deste tipo de plataforma biológica em relação a soluções internacionais para ampliar o acesso da população atendida no SUS aos tratamentos de ponta.
Sobre a premiação
Para o Prêmio Finep de Inovação 2025 foram analisados cerca de 3 mil projetos, contratados pela agência entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024 nas modalidades reembolsáveis e não-reembolsáveis. Ao longo de 2025, em cinco etapas regionais, foram selecionados 116 projetos, em nove categorias, abrangendo áreas estratégicas como agroindústria sustentável, complexo econômico industrial da saúde, bioeconomia, pesquisa e desenvolvimento em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), transformação digital, defesa nacional, infraestrutura, deep tech startups e ecossistemas de inovação. Para a etapa nacional, foram selecionados 40 projetos. Os critérios para a premiação são o mérito e o impacto de transformação social nos respectivos setores. Uma comissão composta por especialistas do setor, representantes da sociedade civil e técnicos da própria Finep avaliou os concorrentes.
“Os projetos vencedores mostram que ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano. Em menos de três anos, já contratamos R$ 30 bilhões em iniciativas que transformam o futuro do nosso país. Este Prêmio dialoga diretamente com a Nova Indústria Brasil, destacando missões, como agricultura sustentável, saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e descarbonização”, afirma a ministra.


