Compartilhe: WhatsApp Facebook
Bastidores

Greve na Educação: prefeitura cobra plano mínimo para manter funcionamento das escolas em Goiânia

A poucas horas do início da greve dos trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Goiânia, prevista para começar nesta terça-feira (12), a Prefeitura reforçou que o foco...

A poucas horas do início da greve dos trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Goiânia, prevista para começar nesta terça-feira (12), a Prefeitura reforçou que o foco principal da gestão é garantir a continuidade das atividades educacionais e evitar prejuízos aos estudantes da rede pública. Em entrevista ao Diário de Goiás, o advogado setorial da Secretaria Municipal de Educação, Dr. Kaio Ygor Paulino da Silva, destacou que a principal determinação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) foi justamente a apresentação, por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), de um “plano mínimo de continuidade das atividades educacionais”. Segundo ele, a decisão judicial reconheceu o direito constitucional de greve, mas estabeleceu que o sindicato deverá assegurar o funcionamento mínimo da rede, especialmente nas unidades de educação infantil e nos serviços de alimentação escolar. “O próprio Tribunal de Justiça já determinou que o sindicato apresente, no prazo de 24 horas, um plano mínimo de continuidade das atividades educacionais”, afirmou o advogado. O prazo para a apresentação do documento se encerra na manhã desta terça. Kaio Ygor explicou que a liminar concedida pelo TJGO determinou a manutenção de ao menos 70% dos servidores administrativos em atividade. De acordo com ele, a decisão foi baseada na necessidade de preservar serviços considerados essenciais para os estudantes e para as famílias. “O desembargador já verificou que havia necessidade de observar a expectativa de 70% de servidores da rede municipal de educação, especialmente nas unidades de educação infantil e no serviço de alimentação escolar”, declarou. A Secretaria Municipal de Educação afirma que ainda não possui um levantamento oficial sobre quantos profissionais irão aderir ao movimento grevista. Segundo o advogado, a prefeitura não recebeu a ata da assembleia que aprovou a paralisação nem a relação de servidores que devem participar da greve. “Não sabemos quem são, quantos são e onde esses servidores estão. Então, diante da paralisação é que a secretaria vai tomar as medidas cabíveis”, explicou. Mesmo sem o quantitativo oficial, a pasta informou que já montou um grupo de gestão estratégica para acompanhar a situação nas escolas e monitorar o funcionamento das unidades educacionais durante a paralisação. A secretária já determinou um grupo de gestão estratégica para que a unidade educacional não pare e para que as atividades educacionais tenham continuidade plena. A decisão do TJGO também prevê multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil, em caso de descumprimento das determinações judiciais. O sindicato terá até esta terça-feira pela manhã para apresentar formalmente o plano de continuidade das atividades. O Sintego, por sua vez, afirma que a greve é legal e que o percentual mínimo de funcionamento sempre foi respeitado em movimentos anteriores da categoria. A entidade sustenta que o movimento ocorre após impasses nas negociações com a prefeitura sobre pautas como piso salarial, plano de carreira e condições de trabalho. “Tem muita gente perguntando sobre a liminar, mas ela diz que a greve é legal e que nós precisaremos garantir um percentual de atendimento que sempre garantimos. Em todas as greves nós garantimos a legalidade”, reforça Ludmylla Morais, presidente em exercício do SINTEGO e vereadora por Goiânia. O post Greve na Educação: prefeitura cobra plano mínimo para manter funcionamento das escolas em Goiânia foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.