O governador de Goiás, Daniel Vilela, fez críticas à demora do governo federal em avançar nas decisões sobre a exploração e industrialização de terras raras no Brasil, ao comentar a possível venda de ativos minerários no estado para investidores estrangeiros. A declaração foi dada ao anunciar que receberá, nesta semana, representantes da empresa envolvida na negociação, incluindo o presidente Ricardo Gross. “A gente espera também que o governo federal possa sair da letargia das reuniões, das discussões e poder tomar decisões rapidamente em relação a esse tema que domina o debate internacional geopolítico”, afirmou. Segundo ele, o Brasil corre o risco de perder protagonismo em um setor estratégico ao não agir com celeridade, apesar de possuir reservas relevantes do minério. Pressão por industrialização em Goiás Daniel Vilela destacou que o principal objetivo do governo estadual é garantir que toda a cadeia produtiva das terras raras seja desenvolvida em Goiás, evitando que o estado permaneça apenas como fornecedor de matéria-prima. “É isso que nós vamos exigir, é isso que nós vamos buscar dentro de um entendimento com qualquer país que seja, com qualquer nacionalidade que seja, de empreendedores que venham adquirir aqui as minas”, disse. “O nosso interesse é que todo o processamento, todo o desenvolvimento da cadeia de agregação de valor aconteça aqui no estado.” O vice-governador relembrou ainda acordos firmados anteriormente com parceiros internacionais. Segundo ele, iniciativas conduzidas pelo ex-governador Ronaldo Caiado junto ao governo dos Estados Unidos, além de tratativas com o Japão, já indicavam a intenção de fortalecer a industrialização local. “Nós fizemos a assinatura desses dois termos de cooperação, tanto com o Japão quanto com os Estados Unidos, imaginando que o brasileiro não pode mais ficar vendo o seu minério sair daqui para ser processado em outros países”, afirmou. Críticas ao modelo de exportação de matéria-prima Na avaliação de Daniel, o modelo tradicional de exportação de recursos naturais sem beneficiamento interno traz prejuízos econômicos e ambientais para o país. Ele defendeu uma mudança de estratégia para garantir maior retorno à economia local. “A gente não pode continuar ficando apenas com os problemas ambientais, enquanto o valor agregado é gerado fora. O que queremos é investimento aqui, geração de emprego aqui e desenvolvimento tecnológico aqui”, declarou. O vice-governador também ressaltou que, apesar das exigências ambientais rigorosas, a mineração de terras raras já conta com tecnologias mais sustentáveis. Ainda assim, reforçou que qualquer negociação deverá incluir contrapartidas claras para o estado. Reunião deve detalhar operação A reunião com representantes da empresa, prevista para esta semana, deve servir para esclarecer os termos da possível negociação e os impactos para Goiás. “Amanhã eu estarei recebendo o presidente Ricardo Gross, onde nós vamos compreender essa operação e também os benefícios que Goiás poderá ter com essa negociação”, disse. O encontro ocorre em meio ao crescente interesse internacional pelas terras raras, minerais considerados estratégicos para a produção de tecnologias avançadas, como baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de energia limpa. O post Daniel Vilela critica “letargia” do governo federal e cobra decisões sobre terras raras em Goiás foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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