O empate na primeira rodada entre Brasil e Marrocos mexeu com o coração dos torcedores e com as projeções dos analistas esportivos. Com efeito, os apaixonados por futebol começam a fazer contas para entender o tamanho do desafio da Seleção Brasileira nos próximos confrontos.
Para acabar com o mistério, o renomado departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atualizou o seu modelo estatístico de alta precisão. Dessa forma, os computadores processaram milhares de variáveis para apontar quais seleções ostentam passaporte quase carimbado e quem corre risco real de eliminação precoce.
Os dados surpreendem e revelam que a caminhada rumo ao mata-mata exige cautela imediata. Seleção Brasileira
Antes de tudo, o empate inicial contra Marrocos cobrou o seu preço na tabela de projeções. Portanto, as chances do Brasil na Copa do Mundo 2026 de avançar para a fase eliminatória pararam em 84,3%, um índice bom, mas que posiciona o País em um modesto 14º lugar no ranking de probabilidade geral.
Em primeiro lugar, o torcedor precisa compreender que o equilíbrio do Grupo C achatou os números dos favoritos. A Alemanha lidera a corrida mundial com expressivos 98,4% de probabilidade de classificação, seguida de perto pela Argentina com 98,1% e pela Suécia com 96,9%.
Consequentemente, o elenco canarinho ficou atrás de forças tradicionais e até de equipes de menor expressão histórica nesta largada, ocupando uma desconfortável zona intermediária entre as potências do torneio. Os gigantes em situação confortável e os lanternas ameaçados
Por outro lado, o levantamento tecnológico mapeou a realidade das 48 equipes que disputam a taça.
Isto porque o algoritmo analisa o histórico recente dos plantéis, o saldo de gols e o nível de dificuldade das partidas seguintes de cada grupo. Nesse sentido, seleções consolidadas como Estados Unidos (96,8%), México (95,7%) e França (95,3%) ostentam cenários extremamente tranquilos para buscar a vaga. Na parte inferior da tabela de dados, contudo, a situação caminha para o desespero.
O Haiti amarga a pior perspectiva matemática do torneio com míseros 16,2% de chance de sobrevivência. Os estreantes Curaçao, com 19,2%, e Jordânia, que soma apenas 21,5%, completam o trio que corre maior risco de arrumar as malas mais cedo.
Ranking de Probabilidade de Classificação (UFMG)
Confira a lista completa com as chances de cada país avançar para a próxima fase do torneio mundial:
• Alemanha (Grupo E) – 98,4%
• Argentina (Grupo J) – 98,1%
• Suécia (Grupo F) – 96,9%
• Estados Unidos (Grupo D) – 96,8%
• México (Grupo A) – 95,7%
• França (Grupo I) – 95,3%
• Noruega (Grupo I) – 95,3%
• Costa do Marfim (Grupo E) – 95,2%
• Coreia do Sul (Grupo A) – 94%
• Áustria (Grupo J) – 93,9%
• Austrália (Grupo D) – 92,9%
• Escócia (Grupo C) – 90,9%
• Inglaterra (Grupo L) – 85,4%
• Brasil (Grupo C) – 84,3%
• Marrocos (Grupo C) – 83,4%
• Bélgica (Grupo G) – 81,5%
• Croácia (Grupo L) – 80,7%
• Portugal (Grupo K) – 80%
• Espanha (Grupo H) – 77,7%
• Holanda (Grupo F) – 74,9%
• Egito (Grupo G) – 73,5%
• Suíça (Grupo B) – 73,4%
• Japão (Grupo F) – 70,5%
• Colômbia (Grupo K) – 68,2%
• Uruguai (Grupo H) – 67,3%
• Qatar (Grupo B) – 65,7%
• Canadá (Grupo B) – 64,8%
• Bósnia (Grupo B) – 62,6%
• Irã (Grupo G) – 62,4%
• RD Congo (Grupo K) – 60,9%
• Arábia Saudita (Grupo H) – 59,9%
• Cabo Verde (Grupo H) – 59,3%
• Uzbequistão (Grupo K) – 57,5%
• Panamá (Grupo L) – 54,7%
• Senegal (Grupo I) – 52,4%
• Equador (Grupo E) – 51,5%
• Gana (Grupo L) – 47,1%
• Argélia (Grupo J) – 46,5%
• Nova Zelândia (Grupo G) – 46,2%
• Tchéquia (Grupo A) – 43,7%
• Paraguai (Grupo D) – 40,4%
• Turquia (Grupo D) – 36,3%
• África do Sul (Grupo A) – 34%
• Tunísia (Grupo F) – 29,3%
• Iraque (Grupo I) – 23,8%
• Jordânia (Grupo J) – 21,5%
• Curaçao (Grupo E) – 19,2%
• Haiti (Grupo C) – 16,2%
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Copa do Mundo: matemáticos calculam as chances do Brasil e de rivais rumo ao mata-mata
O empate na primeira rodada entre Brasil e Marrocos mexeu com o coração dos torcedores e com as projeções dos analistas esportivos. Com efeito, os apaixonados por futebol...