A chegada de cinco novas marcas de semaglutida ao mercado brasileiro deve ampliar a concorrência e manter a tendência de queda nos preços das canetas utilizadas no tratamento da obesidade.
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha autorizado os medicamentos nesta quarta-feira, 29, os valores ainda dependem da definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A expectativa do setor é que os novos produtos sejam vendidos por preços semelhantes aos da primeira versão nacional da semaglutida, lançada pela EMS. Atualmente, a caneta nacional pode ser encontrada por pouco mais de R$ 300, enquanto antes da quebra da patente os medicamentos chegavam a custar cerca de R$ 1 mil por mês de tratamento.
A CMED estabelece apenas o preço máximo que poderá ser cobrado. No caso da primeira semaglutida nacional, o teto autorizado foi de R$ 803,44, mas a fabricante optou por comercializar o medicamento cerca de 30% abaixo desse limite, estratégia que reduziu significativamente o preço nas farmácias.
As novas marcas aprovadas pela Anvisa são Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed), Orsema (Ranbaxy), Seemasun (Sun Farmacêutica) e Owozy (Ávita Care). Nenhuma delas divulgou os preços que pretende praticar. A Ávita Care informou apenas que seu produto será competitivo em relação aos concorrentes.
A definição dos preços deve ocorrer nas próximas semanas. Somente após essa etapa os medicamentos poderão ser vendidos nas farmácias.
Além de beneficiar os consumidores, a redução dos preços pode influenciar a discussão sobre a incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em setembro, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) voltará a analisar o medicamento.
A expectativa é que a maior concorrência reduza o custo para o governo e aumente as chances de aprovação.
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– Goiás no Ar
Fonte: Jornal Opção
