O prefeito Sandro Mabel (UB) explicou que a prefeitura não anexou ao projeto que cria o Fundo de Investimento Imobiliário (FIIs), em Goiânia, para evitar uma depreciação.
De acordo com ele, a citação de áreas que não atraem interesse podem reduzir a rentabilidade para o Paço e, portanto, a estratégia é listá-los a partir da aprovação do texto encaminhado à Câmara Municipal e a plena constituição do fundo.
“Tínhamos uma lista. Desenvolvemos isso junto com o Estado. Mas ouvimos de administradores de fundos de que não é vantagem colocar um punhado de imóveis lá dentro, pois vão coisas que não servem. Isso deprecia o valor do fundo, a rentabilidade. Tem que colocar conforme surgem as coisas”, afirmou.
Segundo o prefeito, já há vários imóveis disponíveis, que “serão colocados à medida que se procura um negócio”. Mabel cita como exemplo uma área que pode ser utilizada para a edificação de um galpão logístico.
“Vai-se trazer uma empresa, o fundo fica sócio dali e ótimo, funcionou”, exemplifica. “Não adianta pegar a área que não vai virar nada e não é rentabilizada pois não tem nada lá dentro”, completa.
Mabel detalha que o empreendimento a ser desenvolvido precisa ser atrativo. Primeiro, portanto, será formado o fundo, contratada a empresa gestora, via licitação, e só depois as áreas serão destinadas ao FIIs.
O texto que cria o FIIs foi anunciado nesta terça-feira (1) e enviado à Câmara Municipal. O modelo permite que imóveis públicos classificados como bens dominicais, que atendam aos critérios previstos no projeto e apresentem potencial de exploração econômica, sejam transferidos para um ou mais fundos mediante a integralização de cotas.
Conforme o Paço, a iniciativa tem como objetivo reduzir a ociosidade e os custos de manutenção dos imóveis, valorizar o patrimônio público e ampliar o potencial de geração de receitas para o município.
São considerados bens dominicais os imóveis pertencentes ao patrimônio público que não estão destinados, naquele momento, a uma finalidade pública específica. Podem ser terrenos, prédios ou lotes que estejam sem utilização direta por um serviço público ou que tenham sido desafetados.
De acordo com o prefeito Sandro Mabel, o funcionamento do modelo começa pela identificação de um imóvel com potencial, seguida de avaliação e estudos técnicos. Depois, o ativo poderá ser integralizado no fundo, e o município receberá cotas correspondentes.
A partir daí, o fundo poderá buscar formas de exploração econômica e valorização do ativo, conforme sua regulamentação.
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Esta matéria foi publicada originalmente no portal Diário de Goiás.
