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Patrimônio de presidenciáveis vai de R$ 33 mil a R$ 7,4 bilhões; confira

Os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 apresentaram à Justiça Eleitoral patrimônios bastante diferentes entre si. As declarações de bens disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do...

Os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 apresentaram à Justiça Eleitoral patrimônios bastante diferentes entre si. As declarações de bens disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vão de R$ 33 mil a R$ 7,4 bilhões entre os nomes que já registraram suas candidaturas.

O maior patrimônio informado é o de Pablo Marçal (PRTB), que registrou a candidatura à Presidência no sábado (15). O empresário declarou cerca de R$ 7,4 bilhões em bens, sendo aproximadamente R$ 6,7 bilhões em uma aplicação de renda fixa e R$ 490 milhões referentes a um terreno em Santana de Parnaíba (SP).

Já entre os candidatos que constavam na lista divulgada anteriormente, Augusto Cury (Avante) aparece com o maior patrimônio, de R$ 242,2 milhões.

Veja a lista dos patrimônios declarados

• Pablo Marçal (PRTB): R$ 7,4 bilhões

• Augusto Cury (Avante): R$ 242 milhões

• Romeu Zema (Novo): R$ 178,7 milhões

• Ronaldo Caiado (PSD): R$ 52,5 milhões

• Wilson Grassi (Democrata): R$ 50 milhões

• Flávio Bolsonaro (PL): R$ 8,2 milhões

• Lula (PT): R$ 4,8 milhões

• Clariana Barão (DC): R$ 1,8 milhão

• Renan Santos (Missão): R$ 795 mil

• Edmilson Costa (PCB): R$ 454,4 mil

• Samara Martins (UP): R$ 33 mil

• Hertz Dias (PSTU): nenhum bem declarado

• Rui Costa Pimenta (PCO): nenhum bem declarado

 

Pablo Marçal registrou sua candidatura no sábado (15), próximo do fim do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Na declaração apresentada ao TSE, cerca de R$ 6,7 bilhões correspondem a uma aplicação de renda fixa. O candidato também informou um terreno em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões.

Apesar do registro, Marçal está inelegível até 2032. Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos apresentados pela defesa e manteve a condenação que determinou a inelegibilidade por oito anos.

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Augusto Cury aparece em segundo lugar

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) declarou R$ 242 milhões. Entre os principais itens estão R$ 121 milhões em empréstimos concedidos à empresa Filadélfia Nature Participações, R$ 54 milhões em participações societárias e R$ 33 milhões em ações.

Romeu Zema (Novo), por sua vez, informou R$ 178,7 milhões. O patrimônio do candidato está concentrado principalmente em participações empresariais. Entre os bens declarados está uma participação de R$ 94,5 milhões em uma holding familiar.

Já Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 52,5 milhões. O valor representa uma alta de 111% em relação ao patrimônio informado pelo candidato em 2022.

Wilson Grassi (Democrata) aparece em seguida, com R$ 50 milhões. Segundo o registro apresentado à Justiça Eleitoral, o patrimônio inclui imóveis e participações no capital social de empresas.

Patrimônios de Flávio Bolsonaro e Lula

Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões em bens. A maior parte do patrimônio está concentrada em uma casa em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões.

O valor informado pelo senador representa um crescimento de 370% em relação ao patrimônio declarado em 2018. Naquele ano, quando disputou uma vaga no Senado, Flávio havia informado patrimônio inferior ao atual.

Lula (PT), candidato à reeleição, declarou R$ 4,8 milhões. O montante representa uma redução de 35,7% em relação aos R$ 7,4 milhões informados pelo petista em 2022.

A principal diferença está nos valores declarados em planos de previdência privada. Os recursos em VGBL passaram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões na nova declaração.

Candidatos com patrimônio abaixo de R$ 2 milhões

Clariana Barão (DC) declarou R$ 1,8 milhão. A candidata informou três casas, um apartamento, uma fração de terreno e um veículo Land Rover Discovery Sport avaliado em R$ 376 mil.

Renan Santos (Missão) apresentou patrimônio de R$ 795 mil. A declaração inclui R$ 300 mil em outros créditos e poupança vinculados, R$ 275 mil em bens relacionados à atividade autônoma, R$ 120 mil em participações societárias e R$ 100 mil em quotas de capital.

Edmilson Costa (PCB) informou R$ 454,4 mil. O principal bem é uma participação de 50% em um apartamento, avaliada em R$ 350 mil. O candidato também declarou valores em poupança.

Samara Martins (UP) apresentou o menor patrimônio entre os candidatos que declararam bens. São R$ 33 mil, divididos entre um carro avaliado em R$ 29 mil e R$ 4 mil em poupança.

Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO), por outro lado, registraram suas candidaturas sem informar bens à Justiça Eleitoral.

As declarações de patrimônio são exigidas no processo de registro de candidatura. Os dados ficam disponíveis para consulta pública no DivulgaCandContas, plataforma mantida pela Justiça Eleitoral.

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Esta matéria foi publicada originalmente no portal O Hoje.