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Política

Maternidade de Anápolis paralisa atendimentos clínicos por atrasos de salários de até 8 meses

Médicos da Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva, em Anápolis, paralisaram nesta segunda-feira (3) os atendimentos clíncos por atrasos de salários que chegam a oito meses. Na instituição filantrópica, estão mantidos apenas...

Médicos da Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva, em Anápolis, paralisaram nesta segunda-feira (3) os atendimentos clíncos por atrasos de salários que chegam a oito meses. Na instituição filantrópica, estão mantidos apenas cuidados de urgência e emergência.

Em nota, a diretoria da unidade de saúde alegou que a paralisação dos atendimentos clínicos se deu por “iniciativa dos médicos prestadores de serviço”.

Os profissionais anestesistas relatam oito meses de salários atrasados, enquanto os médicos de outras especialidades denunciam que não recebem os valores devidos pela Maternidade Dr. Adalberto há seis meses.

A instituição, que mudou a direção há algumas semanas, afirmou que “todas as medidas necessárias para o restabelecimento do fluxo regular de atendimentos estão sendo tomadas, garantindo prioridade máxima à segurança de nossas pacientes e a continuidade de nosso trabalho.”

Pela manhã, o vice-prefeito Walter Vosgrau (PSDB), inclusive, gravou um vídeo criticando o prefeito Márcio Corrêa (PL) sob a alegação de que a prefeitura atrasou repasses e inviabilizou o funcionamento.

Prefeitura nega atrasos

Em nota, a prefeitura de Anápolis informou que os pagamentos dos convênios com a Maternidade Dr. Adalberto estão regulares e que são realizados dentro do mês como é preconizado. “O último vencimento, inclusive, foi quitado no dia 11 de julho no valor de R$ 431.283,25”, disse a nota.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) asseverou ainda que a parcela de agosto deve ser paga entre 10 e 12 deste mês. Ao todo, conforme a pasta, os repasses do convênio da Rede Cegonha e piso da enfermagem neste ano de 2026, somam o montante de R$ 3.077.004,55.

A Semusa disse ainda que os médicos anestesistas são pagos diretamente pela prefeitura e também estão com o contrato regular.

Em relação às emendas parlamentares, a pasta informou que em 2026 já foram repassados R$ 200 mil, oriundos de emenda estadual. “Atualmente, há três emendas que seguem trâmite normal nos setores competentes da Prefeitura, dentro dos ritos e procedimentos administrativos necessários para efetuar os repasses”, explicou.

O post Maternidade de Anápolis paralisa atendimentos clínicos por atrasos de salários de até 8 meses foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

– Goiás no Ar

Fonte: Diário de Goiás

Marielle SouzaJornalista