Uma decisão liminar da Justiça determinou a suspensão das remoções de moradores no Setor Estrela D’Alva, em Goiânia. A ordem judicial foi exarada na última sexta-feira (15), após um pedido do Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) Os residentes no local receberam notificações da prefeitura no dia 4 de maio. A Secretaria de Eficiência determinou a saída em até 15 dias sob a alegação de ocupação irregular de área pública. As notificações atingiram imóveis localizados nas regiões da Avenida 9 de Julho, Rua 17 de Março, Rua Sol Nascente e Rua Estrela D’Alva. A medida, conforme o Paço, é necessária para obras de ampliação da Avenida Goiás Norte, mas foi questionada pelos moradores forçados a deixar as casas. Eles procuraram a DPE-GO e apresentaram documentos de posse datados de 2003. Um ofício foi encaminhado à prefeitura para solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre as notificações, mas o Paço não respondeu. Na noite do dia 6, fiscais municipais e agentes da Guarda Civil Metropolitana realizaram operação com tratores e maquinários na região, promovendo derrubada de cercas e muros. Após analisar os relatos e documentos apresentados pelos moradores, a DPE-GO ingressou na Justiça com pedido para suspender remoções, demolições e qualquer ato de turbação da posse. Na ação, a Instituição argumentou que houve violação ao direito à moradia, ausência de devido processo legal e falta de garantias mínimas às famílias atingidas. A Defensoria também apontou que o Município não apresentou plano de reassentamento, indenização ou alternativa habitacional para os moradores afetados. Segundo a defensora pública Carolina Byrro, qualquer intervenção pública deve respeitar os direitos fundamentais das famílias envolvidas e garantir proteção social adequada. Outro ponto levantado pela DPE-GO foi a falta de comprovação técnica sobre a natureza pública da área. Durante a análise do caso, a Instituição realizou consultas ao sistema “Mapa Fácil Digital Goiânia” e verificou que os lotes atingidos não apareciam identificados como áreas públicas municipais. “Não foram apresentados estudos técnicos ou documentos suficientes que comprovassem efetivamente que a área pertence ao poder público”, explica a defensora. Após a atuação da DPE-GO, a Justiça determinou a suspensão imediata de qualquer ato que prejudique a posse dos moradores da região da Rua 17 de Março até que sejam garantidos contraditório e ampla defesa. A decisão também determinou o envio do caso à Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), além da citação do Município para apresentar contestação e da manifestação do Ministério Público. A Justiça considerou a ausência de processo administrativo adequado, a falta de informações sobre reassentamento das famílias e o risco de dano irreversível causado pelas remoções e demolições. O post Justiça suspende ordens de desocupação de casas Setor Estrela D’Alva para obras da Avenida Goiás foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
Justiça suspende ordens de desocupação de casas Setor Estrela D’Alva para obras da Avenida Goiás
Uma decisão liminar da Justiça determinou a suspensão das remoções de moradores no Setor Estrela D’Alva, em Goiânia. A ordem judicial foi exarada na última sexta-feira (15), após...
