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Política

Guerra na família Bolsonaro segue com mensagens cifradas e versículos às vésperas de encontro com mulheres

Os atritos entre os membros da família Bolsonaro continuam a todo vapor às vésperas de um encontro entre o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro com mulheres da direita,...

Os atritos entre os membros da família Bolsonaro continuam a todo vapor às vésperas de um encontro entre o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro com mulheres da direita, marcado para a quarta-feira (1º), em Brasília. A expectativa dentro do PL era de que a ex-primeira-dama Michelle comparecesse ao encontro como um gesto de pacificação após a crise aberta na semana passada.
Até o momento, porém, sua presença continua indefinida.
Ao contrário, nos últimos dias ela deu unfollow, ou seja, parou de seguir os irmãos dele, e agora só segue Flávio Bolsonaro, primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro – todos do PL. 
Guerra de versículos
Além disso, está acontecendo uma guerra de versículos bíblicos nas redes sociais que envolvem as manifestações recentes de Michelle Bolsonaro contra os filhos do ex-presidente.
Para os analistas político,s o clima está longe de ser pacificado dentro da família.
“A Michele postou aquele vídeo, teve uma tentativa de ‘deixa disso’, os bombeiros entraram em campo, mas a briga seguiu. Olha o que aconteceu: a Michele não segue mais o Eduardo Bolsonaro e a gente precisa lembrar que eles dois eram próximos.
Foram juntos no início do ano passado na posse de Donald Trump”, cita a comentarista política Ana Flor, da GloboNews. 
Ela destaca que Michelle já não tinha uma boa relação com Carlos e agora os dois não se seguem mais. “Se a gente lembrar, até logo depois da eleição de 2022, o perfil de Jair Bolsonaro deixou de seguir a Michele e naquele momento isso foi atribuído ao fato de que o Carlos Bolsonaro geria as contas do pai”, lembra ela.
O relacionamento entre Michele e Carlos azedou ainda mais com a disputa na vaga do Senado em Santa Catarina, seguido dos vídeos dela contra os enteados políticos,
Ana Flor lembra que até Rogéria Bolsonaro, que é a mãe dos três filhos mais velhos de Jair Bolsonaro (Flávio, Eduardo e Carlos), entrou em campo e fez uma postagem dizendo “eu sei os homens que criei são dignos e honrados”.
Além dela, Fernanda Bolsonaro, mulher do Flávio Bolsonaro, também entrou no embate postando versículos bíblicos sobre mentiras, que foram repostados pelo Eduardo, escalando o afastamento da madrasta. 
Diante disso, Michelle rebateu na sexta-feira (26) com outras postagens, também de versículos bíblicos falando em mentiras, reclamando que ela estava sendo de alguma maneira desacreditada de uma maneira mentirosa. Na sequência,  Eduardo Bolsonaro repostou um texto numa rede social do deputado federal  Alexandre Ramagem, que está nos Estados Unidos, em que o político fala que Michele Bolsonaro postou aqueles vídeos por “birra porque não foi a escolhida para ser a candidata à presidência da República por Jair Bolsonaro”.
Aliado diz que “mulher não sabe votar”
Não bastasse o clima já quente, o influenciador digital Paulo Figueiredo, próximo dos filhos de Bolsonaro, publicou um vídeo diminuindo as mulheres e dizendo que elas “não sabem votar”. O vídeo está tendo grande repercussão nas redes porque vem justamente no momento em Michelle cobra respeito ao espaço feminino dentro da direita – que se reúne nesta quarta.
Por outro lado, até mesmo o clamor dela gera outro viés de polêmica porque a ex-primeira-dama, por diversas vezes, já defendeu publicamente a “submissão” feminina. Nos bastidores, consta que Jair Bolsonaro foi avisado previamente sobre a divulgação dos vídeos de Michelle e decidiu não impedir sua publicação.
A aposta era de que a esposa e Flávio conseguiriam resolver o impasse sem ampliar ainda mais a crise familiar, o que não deu certo. Flávio primeiro minimizou os vídeos dizendo que não comentaria em dia de jogo da seleção (quarta-feira passada), mas diante da enorme repercussão na mesma noite publicou um frágil pedido de desculpas, mas ele também não foi suficiente para uma pacificação.
Segundo o jornal O Globo, aliados da ex-primeira-dama dizem que o Jair Bolsonaro considerava importante preservar a unidade do grupo, mas optou por dar espaço para que ambos tentassem se reconciliar de desgastes que já vinham de longe e apenas escalaram na semana passada.
Nos bastidores do bolsonarismo, aliados reconhecem que divergências políticas e disputas por espaço dentro do partido vinham se acumulando há meses e se intensificaram à medida que a ex-primeira-dama, que é presidente do PL Mulher, passou a reivindicar maior protagonismo nas decisões eleitorais do partido para a eleição desse ano
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