No mês de setembro deste ano, Goiás registrou o quarto maior volume de exportações acumuladas de 2026, ao atingir a corrente comercial de US$ 1,45 bilhão. Os números são resultado do somatório de US$ 1 bilhão em exportações e US$ 430,3 milhões em importação, acumulando US$ 588,4 de superávit comercial.
Os dados da balança comercial foram divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg e apontam, ainda, que Goiás passou a ocupar 10ª colocação no ranking mensal dos Estados exportadores. Atualmente, Goiás é responsável por 3,2% de todas as exportações brasileiras.
Os números comprovam a segunda queda consecutiva no ranking. Em relação a setembro de 2025, as exportações diminuíram em 17,38%, enquanto as importações recuaram em 12,20%, resultando em decréscimo de 20,80% do saldo comercial.
Principais produtos comercializados
Em setembro, a lista de principais produtos exportados por Goiás contou com soja, com US$ 248,89 milhões; seguida de carnes desossadas de bovino, com US$ 149.394 milhões; e farinhas e pellets do óleo de soja, com US$ 63,10 milhões.
Já nas importações, o enxofre a granel liderou o pódio, com US$ 39.406 milhões; seguido por produtos imunológicos, que somam US$ 26.215 milhões; e caixas de marcha para veículos, com US$ 16.545 milhões.
Entre os principais países que tiveram relação de comércio exterior com Goiás, a China desponta como o principal destino das exportações goianas, gerando mais de US$ 283,4 milhões em compras. O país asiático acompanha outros grandes parceiros, como Estados Unidos, com US$ 91,94 milhões; e Países Baixos, com US$ 49,74 milhões.
Entre os parceiros de importação, a China também ocupa o primeiro lugar, com US$ 140, 63 milhões, seguida dos Estados Unidos, com US$ 76,92 milhões, e da Índia, com US$ 33,34 milhões.
Segundo a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, os valores reforçam a importância das cadeias agroindustriais, principalmente dos segmentos associados à soja, às carnes e ao processamento de matérias-primas agrícolas.
A gerente reforça que é preciso avançar no processamento de produtos com maior valor agregado. “Para manter o saldo positivo e subir no ranking dos Estados exportadores, é essencial que Goiás invista em inovação, tecnologia, produtividade industrial e na conquista de novos mercados internacionais”, explicou Juliana.
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Fonte: Diário de Goiás
