A Federação União Progressista (UB-PP) decidiu que não vai apoiar nenhuma candidatura à presidência da República neste ano. A posição tornou-se pública depois de nota divulgada pelo Progressistas, um dos componentes da federação, na manhã desta sexta-feira (31).
O PP não fará convenção nacional e justificou que a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais. “O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional”, afirmou o texto.
O movimento da legenda inviabiliza articulação do PL para fazer de Tereza Cristina (PP-MS) vice de Flávio Bolsonaro (PL). Na quinta-feira (30), pela primeira vez, ela havia admitido a possibilidade de compor chapa com o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, sem o PP aprovar uma coligação com o PL não há composição.
“A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, prossegue a nota do PP.
O PP já sinalizava há semanas que manter-se-ia neutro no processo eleitoral. Um dos fatores é a conjuntura eleitoral nos estados. Há locais em que o partido é mais próximo de Lula (PT) e, em outros, de Bolsonaro. No caso de Goiás, por exemplo, a Federação União Progressista está ao lado de Ronaldo Caiado (PSD).
Ademais, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não gostou da reação de Flávio Bolsonaro depois de ser alvo de um mandado de busca da Polícia Federal por suspeitas relacionadas ao Banco Master. À época, o presidenciável do PL não saiu em defesa do aliado, que foi ministro do pai dele.
Caiado favorecido
Em Goiás, as principais lideranças da federação, como Bruno Peixoto (UB), Gracinha Caiado (UB) e Alexandre Baldy (PP), já haviam expressado apoio à candidatura de Ronaldo Caiado. Com a neutralidade nacional, o ex-governador terá apoio praticamente integral de UB e PP no estado.
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– Goiás no Ar
Fonte: Diário de Goiás
