O Governo de Goiás lançou, nesta terça-feira (30), o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial, um projeto que promete transformar Goiânia em um dos principais polos tecnológicos do país.
Com investimentos superiores a R$ 300 milhões, a iniciativa será implantada em uma área de 91 hectares no Setor Leste Universitário e reunirá empresas, centros de pesquisa, universidades e programas de formação profissional voltados ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Durante o lançamento, o governador Daniel Vilela destacou que o objetivo é consolidar Goiás como referência nacional e internacional no setor. Segundo ele, o Estado já ocupa posição de destaque na área de inovação e agora busca ampliar sua competitividade. “Goiás já é referência para o mundo inteiro em IA.
Agora, temos uma grande janela de oportunidade para consolidar o Estado e Goiânia como o hub de inteligência artificial do Brasil e da América Latina”, afirmou.
De acordo com o governador, o distrito foi concebido para atrair empresas de tecnologia, estimular pesquisas, gerar empregos e fortalecer a economia baseada em inovação. “Vamos usar pesquisa, desenvolvimento e inovação para melhorar a vida das pessoas, gerando oportunidades e empregos para a população, trazendo renda e desenvolvimento para Goiás”, acrescentou.
Do total previsto para investimentos, R$ 200 milhões serão destinados à reforma de quatro prédios públicos e à construção de novas estruturas.
Outros R$ 30 milhões financiarão projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), enquanto parte dos R$ 78 milhões do novo convênio firmado com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia-UFG) também será aplicada no empreendimento.
Polo voltado à inovação
O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico, ressaltou que o distrito nasce com a proposta de reunir empresas, pesquisadores e talentos em um único ambiente de inovação. “Hoje marca a pedra fundamental de um distrito que vai aglomerar empresas de tecnologia e centros de pesquisa.
Será um marco para a cidade, não só de empresas, mas também da parte urbanística”, afirmou. Segundo ele, o projeto também pretende preparar profissionais para atuar em um mercado cada vez mais voltado à inteligência artificial. “A ideia é que a gente possa atrair capital humano e talentos do Brasil inteiro.
O governo quer preparar essas pessoas para que possam usar tecnologia de forma responsável, consciente e inovadora”, destacou. Entre as principais intervenções está a construção da nova sede do Ceia-UFG, que funcionará em parte da área atualmente ocupada pelo Centro de Ensino em Período Integral Pré-Universitário. O espaço também contará com empresas voltadas ao desenvolvimento de soluções em IA.
Além disso, serão reformados imóveis estaduais que passarão a abrigar startups, residências tecnológicas e órgãos ligados ao setor de inovação. Geração de empregos e revitalização urbana
Na primeira fase de implantação, o Distrito de Inovação prevê a criação de 1.406 empregos diretos e uma circulação diária estimada de mais de 3,2 mil pessoas entre trabalhadores, estudantes e visitantes.
O projeto também contempla melhorias urbanísticas na região, incluindo requalificação da Praça Universitária, da Biblioteca Marieta Telles, intervenções no sistema viário, ampliação dos espaços de convivência e incentivo à ocupação cultural do bairro.
A primeira empresa confirmada no complexo será a Semantix, multinacional brasileira especializada em dados, analytics e inteligência artificial, presente em sete países e listada na bolsa Nasdaq. A companhia assinou memorando de entendimento com o governo estadual para iniciar operações no novo distrito.
Formação profissional e parceria com universidades
O ecossistema será integrado aos campi da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), fortalecendo a conexão entre pesquisa acadêmica e setor produtivo.
O projeto prevê ainda a oferta inicial de 1.500 bolsas para cursos de qualificação profissional, além de descontos em cursos tecnológicos por meio de parceria com o Sistema S e turmas gratuitas de formação técnica ofertadas pelo Senac. Para a reitora da PUC Goiás, Olga Ronchi, o distrito amplia o papel da tecnologia como ferramenta de desenvolvimento social. “Esse distrito coloca Goiânia no cenário internacional.
É a inovação, ciência e tecnologia a serviço da vida e da humanidade”, afirmou. Já a sub-reitora da UFG, Camila Cardoso, destacou o impacto da iniciativa na retenção de talentos. “Esse distrito vai trazer os olhares para a nossa potência enquanto pessoas de formação e de desenvolvimento de ciência e tecnologia em favor da sociedade”, disse.
Incentivos para atrair empresas
Além dos recursos destinados à pesquisa, o governo negocia com a Prefeitura de Goiânia a criação de uma Área de Interesse Especial no Plano Diretor, permitindo benefícios urbanísticos e fiscais para empresas instaladas no distrito.
Entre as medidas estudadas estão isenção de ITBI, flexibilização de regras urbanísticas, ampliação do potencial construtivo e implantação de um sandbox regulatório, ambiente destinado ao teste de novas tecnologias antes da expansão para outros setores da cidade.
O prefeito Sandro Mabel afirmou que o município atuará para fortalecer o novo polo tecnológico. “A prefeitura está à disposição para ajudar e atrair investimentos para esse hub de tecnologia”, declarou.
A expectativa do Governo de Goiás é que o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial se torne um dos principais centros brasileiros de desenvolvimento tecnológico, impulsionando pesquisas, atraindo empresas nacionais e internacionais e consolidando Goiânia como referência em inteligência artificial na América Latina.
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Daniel Vilela apresenta Distrito de Inovação e Inteligência Artificial em Goiânia com mais de R$ 300 milhões em investimentos
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