A presidente do PSOL Goiás, Cíntia Dias, foi indicada como candidata ao Senado Federal pela Federação PSOL/Rede, neste domingo (2). A indicação ocorreu durante a convenção da Federação PSOL/Rede, realizada na sede do Sinjufego, em Goiânia.
A decisão marca a consolidação de uma frente ampla progressista em Goiás, composta por sete legendas: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e PSB.
Para viabilizar a união, Cíntia Dias abriu mão de sua pré-candidatura ao governo de Goiás. Com esse movimento, a federação passa a integrar a chapa majoritária que apoia o ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT) para o governo e Carlos Mundim (PDT) como vice, visando criar um palanque robusto para o presidente Lula em território goiano.
Representatividade e resistência
Cientista social e líder classista, Cíntia Dias traz o capital político de quem já disputou o governo estadual em 2022, ocasião em que obteve cerca de 20 mil votos. Em seu discurso, ela destacou a importância de reafirmar a identidade política da região.
“É uma prova de que Goiás é um estado progressista. Nós existimos aqui, somos resistência e a potência desse estado.
Não é o Agronegócio que move nossa Economia. São os trabalhadores que estão na indústria, no agro, nas empresas, no mercado de trabalho”.
A candidata enfatizou que a união partidária é uma estratégia direta contra o cenário político atual. “Nós integramos uma chapa forte, um palanque forte para o presidente Lula e contra a a extrema direita.
É isso que a união entre os partidos da frente democrática, que enfrenta o bolsonarismo todo retrocesso que estes políticos representam”, afirmou.
Bandeiras de campanha: Fim da escala 6×1
Como postulante ao Senado, Cíntia reiterou que sua atuação será voltada para grupos historicamente sub-representados, como mulheres negras, a comunidade LGBTQIAPN+ e a juventude periférica. “Nosso compromisso é por legislar para quem precisa.
Para apresentar nossos nomes, mostrar que nós existirmos, vamos mudar a realidade destes trabalhadores”, defendeu.
Uma das propostas centrais de sua plataforma será a reforma da jornada de trabalho. A candidata assumiu o compromisso de lutar pela extinção da escala 6×1 em favor de um modelo mais equilibrado.
“A nossa luta é pelo futuro da classe trabalhadora. É para reduzir a escala de trabalho de 6×1 para 5×2, para darmos mais condições de lazer a todos.
É inadmissível a quantidade de horário de trabalho que vivemos hoje e só não foi aprovado, ainda, porque há deputados e senadores que não estão comprometidos com a classe trabalhadora”, discursou.
Próximas definições
Embora a indicação de Cíntia Dias já tenha o aval da Federação PSOL/Rede, o nome ainda passará pela validação final da coligação completa dos sete partidos antes do registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A chapa também conta com a indicação de Patrick de Noronha (Rede) para uma das suplências, enquanto as demais vagas de suplente serão decididas em deliberações posteriores entre as siglas aliadas. Nomes como Isaura Lemos (PSB) e Aldo Arantes (PCdoB) também figuram como pré-candidatos dentro da articulação da frente democrática.
O post Cíntia Dias retira pré-candidatura ao governo e se volta para o Senado em coligação que apoia Lula foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
– Goiás no Ar
Fonte: Diário de Goiás
