A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) decidiu sustar, na manhã desta quinta-feira (11), a ação contra o deputado estadual Amauri Ribeiro (PL) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por violência política de gênero. O decreto legislativo proíbe o julgamento da ação enquanto o parlamentar estiver no mandato. O ato que o levou ao tribunal aconteceu em outubro de 2024.
Na ocasião, Amauri proferiu diversos insultos contra a deputada Bia de Lima (PT) ao dizer que ela estava “com problema mental”, chamou-a de cínica e ainda disse: “fica caladinha aí”. Ele ainda insinuou que a parlamentar é bandida e afirmou que ela “nunca trabalhou”, “não tem pudor” e faz “vitimismo”.
A aprovação do decreto legislativo que sustou a ação se deu um dia depois de a Casa punir o parlamentar com a suspensão das prerrogativas – inclusive discursos na tribuna – pelo prazo e 30 dias. Ele manteve, porém, o salário, além de poder apresentar emendas e projetos de lei. Depois de discursos acalorados contra e a favor do decreto legislativo, a blindagem ao deputado se deu por 28 votos a três.
Outros nove parlamentares estavam presentes, mas não registraram voto. O Ministério Público Eleitoral (MPE) já apresentou posição pela condenação de Amauri Ribeiro. O MPE alega que o deputado praticou crime eleitoral em nove situações distintas ao assediar, humilhar, constranger e discriminar Bia de Lima, menosprezando a condição dela de mulher.
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Alego aprova decreto que susta ação contra Amauri no TRE
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) decidiu sustar, na manhã desta quinta-feira (11), a ação contra o deputado estadual Amauri Ribeiro (PL) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por...
