O lançamento do edital de licitação do aguardado Anel Viário de Goiânia foi adiado após solicitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que identificou a necessidade de ajustes relacionados às emendas destinadas à obra.
A informação foi confirmada pela assessoria do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que está em viagem oficial a Portugal onde participou da Feira Internacional de Comércio Exterior Brasil-Portugal (FICOMEX). Segundo a Prefeitura, o adiamento ocorreu por iniciativa do próprio DNIT, que pediu mais tempo para concluir adequações técnicas e financeiras antes da publicação do edital.
Mabel permanece em Portugal e só deve retomar sua agenda administrativa na próxima semana, após retornar ao Brasil no fim de semana. O anúncio do adiamento ocorre em meio à expectativa criada em torno da obra, considerada estratégica para desafogar o trânsito da Região Metropolitana de Goiânia e retirar o fluxo de veículos pesados do perímetro urbano.
José Nelto cobra responsabilização da concessionária
Um dos principais articuladores políticos do projeto em Brasília, o deputado federal José Nelto destacou o esforço conjunto de lideranças goianas para viabilizar a obra e afirmou que a construção do Anel Viário avançou após diversas reuniões com órgãos federais.
“O prefeito Sandro Mabel, o prefeito Leandro Vilela, o prefeito Pellozo, de Senador Canedo, todos estiveram comigo trabalhando por essa obra.
Foram mais de três audiências em Brasília, duas no DNIT Nacional e outras reuniões virtuais para tratar da importância desse anel viário”, afirmou. Segundo o parlamentar, o empreendimento deveria ter sido executado pela concessionária Triunfo Concebra, responsável pela administração do trecho concedido da BR-060.
José Nelto argumenta que a empresa arrecadou recursos por meio da cobrança de pedágios, mas não realizou a contrapartida prevista contratualmente.
“A concessionária tinha obrigação de fazer o anel viário e não fez. Então ela será penalizada pela ANTT. Durante dez anos de privatização arrecadou com pedágio, mas não entregou a obra”, declarou.
Obra pode custar R$ 1 bilhão
José Nelto também defendeu que a concessionária seja responsabilizada financeiramente pelos prejuízos decorrentes da não execução do projeto.
“Nós vamos pedir a punição dessa empresa e dos empresários para devolver o dinheiro que teria obrigação de ser investido no anel viário, uma obra que custará para os cofres públicos cerca de R$ 1 bilhão”, afirmou.
A construção do Anel Viário é considerada uma das principais intervenções de mobilidade e logística planejadas para a Grande Goiânia. O projeto busca criar uma rota alternativa para veículos de carga e transporte de longa distância, reduzindo o impacto do tráfego pesado sobre o sistema viário urbano da capital e municípios vizinhos.
Expectativa permanece
Apesar do adiamento, a expectativa entre lideranças políticas e gestores municipais é de que os ajustes solicitados pelo DNIT sejam concluídos nos próximos dias, permitindo a retomada do cronograma de lançamento da licitação.
Enquanto isso, o tema continua sendo tratado como prioridade por prefeitos da Região Metropolitana e por representantes da bancada federal goiana, que veem na obra um dos principais investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos. O post Licitação do Anel Viário de Goiânia é adiada após pedido do DNIT para ajustes no projeto foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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Licitação do Anel Viário de Goiânia é adiada após pedido do DNIT para ajustes no projeto
O lançamento do edital de licitação do aguardado Anel Viário de Goiânia foi adiado após solicitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que identificou a necessidade...